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Boas notícias: os números “10” estão de volta

Boas notícias: os números “10” estão de volta

Houve uma época na história do futebol -ainda que não faz tanto tempo embora persista a numeração em equipes e seleções de 1 a 11- em que quando uma equipe entrava em campo as pessoas logo buscavam o número 10.

Havia um motivo para isso. “O número 10” era o talentoso, o distinto, o diretor de orquestra, o definidor de partidas. E tanto era o respeito a esse número que nem sequer em um torneio de bairro ou de colégio ou de solteiros contra casados, só se deixava usar a camiseta número 10 aquele que reunisse os suficientes requisitos. A nível amador, naquelas equipes que não tinham diretor técnico, eram os mesmos integrantes da equipe quem decidiam quem iria usar “a 10”.

Com o passar dos anos o futebol permitiu algo que foi pagando caro: que qualquer um pudesse usar “a 10”. A numeração no futebol passou a segundo plano e um lateral podia ser o 23, um centroavante o 45 ou um ponta o 99. Já a numeração havia deixado de definir uma posição em campo. Contudo, nenhuma posição nem camiseta tinha a importância, a magia, que tinha “a 10”…e qualquer um começou a usá-la, mesmo que fosse um “tronco”, como se diz na maioria dos países sul-americanos, aos jogadores corredores, metedores, lutadores mas que com a bola nos pés se atrapalham e não podem dar um passe a mais de três metros lineais. 

Assim, “a 10” passou a ser uma camiseta a mais. E ainda por cima, uma equipe até poderia entrar em campo sem ela, porque o camisa 10 era suplente. Um verdadeiro sacrilégio.

DA CASUALIDADE À CAUSALIDADE

Foi, sem dúvida, o Pelé quem deu à número 10 a aura que ostentou.

Com 17 anos, Pelé usou no mundial da Suécia/1958 essa camiseta que nem era a dele nem de ninguém. Conta a história, com algumas variações próprias de toda história ou anedota, que na verdade o que aconteceu foi que o Brasil havia levado ao mundial camisetas sem numeração e que já na sede mundialista teve que colocar número nelas.

Como foram distribuídos os números? Quem foi o encarregado de colocar os números nas camisetas? São pontos que não se sabem ao certo, mas o certo e inegável é que quando o Pelé usou a "10” , tudo começou.

 

Messi e toda sua hierarquia.

Otra casualidad positiva se dio en el mundial de Argentina /78 cuando la selección local utilizó el sistema de poner los números de las camisetas de acuerdo al orden alfabético de sus jugadores. Norberto Alonso, por ejemplo, que bien hubiese podido ser el 10 de Argentina ya que lo era en River Plate, su club, fue el número 1 y Ubaldo Fillol, el arquero, fue número 5. El sistema, sin embargo, sirvió para que “la 10” fuese para Mario Kempes y todos sabemos lo que fue Kempes en ese mundial. “La 10” estuvo en buenas manos…o en buenos pies.

A partir de Pelé “la 10” ya fue para los elegidos, para los diferentes. Maradona Valderrama, Alonso, Zico, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho, Teófilo Cubillas y siguen las firmas. Tipos de ese nivel.

ESTÃO DE VOLTA

Pode ser que tenha sido uma simples coincidência, certamente linda, ou pode ser que eles hajam querido usar essa camiseta já que hoje em dia muitos técnicos consultam seus jogadores se é que preferem algum número em particular. O certo, o concreto, o que se viu é que os “N°10” estão de volta, pelo menos na América do Sul, continente que sempre se destacou pela fantasia, pela qualidade de seus jogadores e mais ainda, seus números 10.

Um cartão postal, um selo de Valdivia. Bola colada no pé, cabeça erguida.

É verdade que, por um ou outro motivo, nem todos alcançaram seu maior brilho nesta copa, mas isso é um detalhe e estamos seguros que a parte mais específica, a análise mais detalhada do rendimento de cada um destes jogadores bem como de outros e das seleções, na parte coletiva, se verá no trabalho final que apresentará o GET( Grupo de Estudo Técnico) da CONMEBOL, um grupo de destacados diretores técnicos sul-americanos que seguiu o desenvolvimento da Copa América Chile 2015, partida a partida, seleção por seleção.

James e a saída limpa, seu perfil mais apto.

A estes professores, então, lhes deixamos a citada análise. A conmebol.com simplesmente presta uma homenagem a uma posição e a uma maneira de jogar que sempre tem identificado a América do Sul e cuja bandeira hoje, entre outros, a levam com qualidade e hierarquia Jorge Valdivia, Neymar, James Rodríguez e Lionel Messi.

Dá ou não dá?, claro que sim. Neymar encontra o oco e passa entre dois rivais.

Sem dúvida a Copa América Chile 2015, um torneio magnífico dentro e fora de campo, nos deixou uma grata notícia: os “N° 10” estão de volta.  

Robert Singer/conmebol.com

Design: RS/conmebol.com

Fotos: AFP