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Marcelo Gallardo, o grande responsável pela condução do campeão

Marcelo Gallardo, o grande responsável pela condução do campeão

O estrategista. Marcelo Gallardo, jovem e exitoso técnico do campeão.

"Vamos por mais", terminou dizendo com força e emocionado Marcelo Gallardo, o técnico responsável por toda a conquista do flamante campeão da Copa Bridgestone Libertadores.

Gallardo destacou "o grande trabalho deste excelente grupo que sempre se comprometeu com os objetivos. Há muito bons jogadores, mas especialmente há grandes pessoas e a soma de tudo isso acabou resultando nessa grande alegria para todo o povo do River".

Marcelo Gallardo levou River Plate da Argentina à conquista da Copa Libertadores de 2015 e é o principal responsável por ter recuperado o brilho ao 'Millonario', que caracterizou a sua rica história.

O "Muñeco" tomou as rédeas do River em junho de 2014 após a saída de Ramón Díaz, o DT mais vitorioso da história riverplatense e promoveu uma revolução no futebol que deu seus primeiros frutos em dezembro passado, quando ganhou a Copa Sul-Americana, o primeiro título internacional para o clube depois de 17 anos de seca.

Dois meses depois, o River venceu a Recopa ao vencer o seu compatriota San Lorenzo, que chegava para a disputa deste troféu como campeão da Libertadores de 2014.

Antes de ir ao River, estava como DT do Nacional de Montevideo, com o qual tornou-se campeão uruguaio em 2012.

Amante do Rock and Roll argentino de Soda Stéreo, Andrés Calamaro, La Bersuit e Redonditos del Indio Solari, 'el Muñeco' colaborou em devolver ao River o seu prestígio quando em 2011 foi rebaixado. 

É leitor de novelas, mas se fascinou com uma biografia de Pep Guardiola. Identificou-se com os ideais do ex-DT do FC Barcelona. Gallardo assegura que é "comum e evidente" dizer aos jogadores frases como "vamos a poner huevos (vamos com garra)".

"Realmente acredito quando digo aos jogadores que iremos entrar em campo para defender algo e para sentir-nos bem", reflete.

Nasceu num bairro de trabalhadores de Merlo, na super povoada perifeira de Buenos Aires, desafiou o machismo ao incorporar uma especialista em neurociência, Sandra Rossi.

"Existe um monte de pequenos mundos que resolver nas cabeças dos jogadores. Aqueles que pensam melhor e mais rápido, são os que fazem a diferença", afirma.

Como jogador já era um "fanático gallina", apelido assim como os fãs do Boca que são chamados de "bosteros". Ganhou seis campeonatos e duas copas com River. É um ídolo dos torcedores. 

O êxtase ele logrou como DT ao eliminar duas vezes consecutivas o rival de todos os tempos, nesse clássico que deve ser visto antes de morrer. A primeira foi nas semifinais da Sul-Americana-2014 (0-0 e 1-0).

Sua passagem pela França foi marcada pela música francesa. Com a camisa do AS Monaco ganhou a Liga e a Supercopa.

Ele também jogou no Paris Saint-Germain, DC United dos Estados Unidos e Nacional do Uruguai, com quem ele venceu um torneio como jogador e outra como treinador.

"O corpo fica cansado, mas a mente necessita descansar. Quando o físico não responde, a diferença é feita com a cabeça", disse o treinador. Na sua opinião, os jogadores são os verdadeiros protagonistas, porque é dentro do campo que se decide e define tudo".

por Daniel MEROLLA / AFP

Foto: AFP (arquivo)

Edição: conmebol.com