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Mundial de Clubes: River Plate busca o topo do mundo pela segunda vez em sua rica história

Mundial de Clubes: River Plate busca o topo do mundo pela segunda vez em sua rica história

As folhas foram amarelando pelo incorruptível passar do tempo. Passaram-se 29 anos desde aquele 14 de dezembro de 1986, quando River Plate teve o prazer de gritar para o mundo que era o melhor time do mundo depois de vencer o Steaua Bucareste por 1-0, no Estádio Nacional de Tóquio.

Não há dúvida de que 1986 foi marcado com letras de ouro na história da instituição argentina. No mês de março, e depois de quase cinco temporadas, conquistara o torneio local, 10 pontos à frente de seus perseguidores. E, em outubro, saldaria a velha dívida ao erguer a Copa Libertadores.

Esse lauro que lhe permitiu viajar para o Japão para jogar a Copa Intercontinental contra o Steaua Bucareste, surpreendente vencedor do Barcelona na final da Liga dos Campeões. O tempo daquele 14 de dezembro era nublado e frio na capital japonesa, mas a equipe liderada por Hector "Bambino" Veira não estava alheio a qualquer avatar climático e absolutamente estava convencido de sua maneira de jogar: sólida defesa, meio-campo dinâmico e velocidade para o contra-ataque.

E graças à essa velocidade de jogar, alcançou o gol da glória. Foi aos 28 minutos quando Norberto Alonso, fazendo valer sua imensa categoria, rapidamente fez um lance livre, habilitando Antonio Alzamendi, que superou os defensores entrando pela direita, seu remate foi ao poste, rebotou no guarda-redes e mal se elevou, o efetivo atacante uruguaio mandou a bola de cabeça para o fundo da rede. A partir dali, o cotejo foi vestido sob medida: deixou o seu adversário ter a bola, para usar o contra.

Os minutos passaram e o apito final do árbitro decretou a festa de todo o povo rioplatense, que gritava campeão do mundo. Esse mesmo grito quer repetir no dia 29 de dezembro próximo.

 

Formação do campeão – River Plate: Nery Pumpido; Jorge Gordillo, Nelson Gutiérrez, Oscar Ruggeri, Alejandro Montenegro; Héctor Enrique, Américo Gallego, Roque Alfaro (Daniel Sperandío); Norberto Alonso; Antonio Alzamendi, Juan Funes.

Eduardo Bolaños/conmebol.com

Fotos: internet