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Chapecoense nega pressão da Conmebol para contratar aerolínea

Chapecoense nega pressão da Conmebol para contratar aerolínea

Chapecoense negou nesta 5af. qualquer tipo de pressão por parte da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) na contratação da aerolínea boliviana LaMia para o transporte do time à Colômbia e afirmou que foi escolhida por critérios técnicos

"Que fique claro, a contratação foi feita por critérios técnicos porque LaMia reunia todos os requisitos que a Chapecoense buscava para suas viagens internacionais", disse o diretor de comunicações do clube, Andrei Copetti, em roda de imprensa no estádio Arena Condá.

Copetti comentou que um desses critérios foi "a qualidade da aeronave", que já havia sido usada "pela família real britânica".

"É um avião com todas as condições para fazer viagens de média distância, com todas as condições de segurança necessárias", acrescentou.

A tragédia do voo chárter da empresa boliviana LaMia deixou 71 mortos, entre eles 19 jogadores do clube brasileiro Chapecoense, que viajava para jogar em Medellín a partida de ida da final da Copa Sul-Americana frente ao Atlético Nacional colombiano.

Seis pessoas sobreviveram, três jogadores, um jornalista e dois membros da tripulação. No avião viajavam 28 dirigentes da Chapecoense, membros do corpo técnico e convidados especiais do clube brasileiro, bem como uns vinte jornalistas e nove tripulantes.

Outrossim, Copetti revelou que foi a própria companhia que se ofereceu ao clube, ao ver que estavam participando da Copa Sul-Americana e faziam viagens internacionais pelo continente.

"Eles nos buscaram e ofereceram seus serviços. Isso foi analisado pelo clube em relação a uma série de requisitos do departamento de logística e optou-se pela LaMia por questões técnicas", explicou Copetti. A contratação estava a cargo de três pessoas do clube brasileiro: o diretor de logística, o diretor administrativo e o presidente, que estavam a bordo da aeronave e faleceram.

"Vamos deixar bem claro, não há indicação da Conmebol, não está implicada a Prefeitura. LaMia tinha experiência em transportar equipes de futebol, já havia transportado a seleção da Argentina, a seleção da Bolívia até um total de 30 equipes", disse Copetti.

A polêmica surgiu através de uma informação publicada pelo portal UOL Esporte, que disse haver consultado diretores de quatro clubes brasileiros, que não identificou, e que admitiram que havia uma "orientação informal" da Conmebol para que a LaMia fosse escolhida para o traslado de seus plantéis durante os torneios oficiais que auspicia.

Segundo as fontes consultadas pela UOL Esporte, a Conmebol "usava o 'know how' como argumento e chegou a fazer pressão para que LaMia fosse selecionada como meio de transporte nas viagens dentro da América".

Sobre a possibilidade de que a Chapecoense empreenda ações legais contra a aerolínea, Copetti manifestou que no momento essa opção não está encima da mesa já que a prioridade agora é a repatriação dos restos mortais e o velório coletivo previsto para esta sexta-feira.

Fonte: eltiempo.com