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Com sua mística eterna, Olímpia conquista sua segunda Copa Libertadores

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Com sua mística eterna, Olímpia conquista sua segunda Copa Libertadores

Há times que transcendem os tempos por sua garra, por sua capacidade em superar situações adversas e impor sua mística copeira em cada estádio do continente onde jogam. Sem dúvida um desses privilegiados é o Olímpia, que em 10 de outubro de 1990 deu uma nova demonstração de todos seus atributos, conquistando sua segunda Copa Libertadores ao igualar 1-1 em Guaiaquil ante o Barcelona. Ergueu o troféu, já que na ida disputada no estádio Defensores del Chaco, havia vencido por 2-0.

Não foi um torneio a mais para o time de Assunção: foi a última Copa Libertadores disputada pelo lendário goleiro Ever Almeida, que é até hoje o futebolista com maior quantidade de encontros jogados na história do certame, com 113, ao longo de 16 edições. Além disso, Adriano Samaniego foi o goleador absoluto da competição com 7 tantos.

Outro fato destacado foi o treinador. Luis Cubilla, que também havia sido diretor técnico na primeira conquista, lá por 1979, superando na final o Boca Junios bicampeão, sob a tutela de Juan Carlos Lorenzo. Cubilla é um dos personagens centrais da Copa Libertadores, não só por estas duas conquistas com o Olímpia, mas que se deu o luxo de ser campeão como futebolista com as camisas do Peñarol em 1960 e 1961 e de seu rival, Nacional em 1971.

 

Luis Cubilla, DT do Clube Olímpia.

 

O começo da campanha de 1990 não podia ser melhor, porque ganhou os três primeiros jogos disputados como local, ante o Cerro Porteño, Grêmio e Vasco da Gama. Nas revanches caiu ante o rival azulgrená, mas o 2-2 em Porto Alegre foi o passaporte para a seguinte fase, onde teve livre, pois classificou-se diretamente às quartas de final.

A partir desta instância contou com a volta do seu goleador, Raúl Vicente Amarilla, que retornou após uma temporada no América do México. E o reencontro não podia ter sido melhor: foi autor dos tantos da ida sobre o Universidad Católica 2-0 em Assunção. A volta foi um jogo extraordinário, um 4-4 em San Carlos de Apoquindo que ninguém jamais esqueceu.

A semifinal foi ante o Atlético Nacional de Medellín, que o havia ganhado na final da passada edição, numa dramática definição por pênaltis. O time colombiano tinha uma sanção e por isso teve que ser local fora de seu país. O palco escolhido foi o estádio Nacional de Santiago do Chile e Olímpia, como era costume, mostrou garra e ganhou 2-1. O campeão defensor não se entregou com facilidade e ganhou 3-2 em Assunção, levando a partida aos pênaltis. O imenso Ever Almeida foi genial como em outras jornadas gloriosas, ao defender remates de Higuita, Hernández e Felipe Pérez.

O último obstáculo se chamava Barcelona de Guayaquil, que desfrutava o fato de ser a primeira equipe de seu país em chegar a uma final da Libertadores. A ida em 3 de outubro foi em Assunção, e os locais triunfaram por 2-0 com tantos de Raúl Amarilla e Adriano Samaniego. A volta foi uma semana depois no Monumental de Guayaquil. Os locais tiveram a grande chance de abrir o placar aos 51 quando Luis Acosta cobrou um pênalti, que Almeida defendeu. Com valentia continuaram atacando e, 10 minutos depois, obtiveram sua recompensa com gol do argentino Marcelo Trobbiani.

Olímpia se ergueu aguentando as investidas de seus rivais e esperando para poder sair de contragolpe. A escassos dez minutos do epílogo, um passe de Luis Monzón e o implacável Amarilla mandou para o fundo das redes. Era o empate, mas também a glória. Olímpia voltou a gritar novamente campeão da América em uma temporada completa, onde também seria o ganhador da Supercopa.

 

Formações da final

Barcelona: Carlos Morales; Jimmy Izquierdo, Freddy Bravo, Wilson Macías, Julio Guzmán (Johnny Proaño); Mario Saralegui, Carlos Muñoz, David Bravo, Marcelo Trobbiani; Manuel Uquillas, Luis Acosta. DT: Miguel Ángel Brindisi.

 

Olímpia: Ever Almeida; Juan Ramírez, Remigio Fernández, Mario Ramírez, Silvio Suárez; Fermín Balbuena, Jorge Guasch, Adolfo Jara Heyn (Gabriel González); Luis Monzón, Raúl Amarilla (Carlos Vidal Sanabria), Adriano Samaniego. DT: Luis Cubilla

 

Tabela de presenças

Jorge Guasch, Remigio Fernández e Adriano Samaniego 12

Ever Almeida, Fermín Balbuena, Gabriel González e Luis Monzón 11

Adolfo Jara Heyn e Juan Zacarías Ramírez 8

Cristóbal Cubilla, Fidel Miño, Daniel Santurio e Silvio Suárez 6

Raúl Amarilla e Felipe Nery Franco 5

Mario Ramírez, Robson Retamoso e Carlos Vidal Sanabria 4

César Castro e Hérib Chamas 3

Julián Coronel e Carlos Guirland 1

 

Tabela de goleadores

Adriano Samaniego 7

Raúl Amarilla 6

Luis Monzón 4

Gabriel González 2

Adolfo Jara Heyn, Jorge Guasch e Robson Retamoso 1

 

Penais próprios

Monzón convertido ante Cerro Porteño (1° data – Fase de grupos)

Retamoso convertido ante Cerro Porteño (4° data – Fase de grupos)

Monzón convertido ante Universidad Católica (Quartas de final)

 

Pênaltis rivais

Battaglia (Cerro Porteño) convertido

Reinoso (Universidad Católica) convertido

Higuita (Atlético Nacional) convertido

Acosta (Barcelona) defendido por Almeida

 

Expulsos próprios

Fermín Balbuena ante Cerro Porteño

 

Expulsos rivais

Rafael Bobadilla (Cerro Porteño)

 

Eduardo Bolaños - CONMEBOL.com