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Griezmann, um finalista com estilo sul-americano

Griezmann, um finalista com estilo sul-americano

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Sua afinidade com seus colegas charrúas fez com que Antoine Griezmann, artilheiro da equipe francesa, sentisse um carinho especial pelo Uruguai, considerando-o seu segundo país, fã do Peñarol e do mate.

Já é costume: garrafa térmica com água quente embaixo do braço e a guampa em uma mão, fones grandes com cumbia charrúa e passos de dança. Griezmann se apaixonou pelas tradições de um atleta sul-americano.

Apelidado "Principito", é o atacante "sensação" da Liga espanhola que marcou nas redes da Copa do Mundo Rússia-2018, onde atualmente avançou até a Final. Desde o seu início em sua carreira esportiva, ele esteve conectado com os uruguaios.

Seu primeiro DT na Espanha, quando jogava pela Real Sociedad, foi o uruguaio Martín Lazarte, que o catapultou para a fama e o convidou pela primeira vez um mate, uma bebida de infusão de tradição uruguaia, enraizada nos países sul-americanos. E de lá Antoine o adotou para sempre.

"É metade francês e uruguaio", expressa Carlos Bueno, outro de seus grandes amigos uruguaios, e com quem compartilhou equipes no antigo continente, além de torná-lo fã do "carbonero".

"Sempre houve pelo menos um ou dois uruguaios nos meus clubes", explica Griezmann, nascido na pequena cidade de Mâcon, há 27 anos atrás, e que jogou ao lado de Diego Ifrán na Real Sociedad, para conhecer logo após Christian RodrÍguez, 'el Cebolla', quando ele assinou pelo Atlético de Madrid.

Mas por que Griezmann admira tanto o pequeno país oriental? É fácil: "Os uruguaios são muito competitivos, isso é algo que eu também carrego no meu sangue", revela ele, sem esconder sua admiração pela Grandeza Sul-Americana.

"Em geral, todos os sul-americanos sempre querem ganhar, eles têm esse gene de jogar intensamente, que na Europa não há, e no Atlético é notável. Com o Atlético é dar tudo no campo", expressou um tempo atrás em uma entrevista.

O time 'colchonero' é dirigido pelo argentino Diego Simeone e, na zaga defensiva, estão os pilares celestes: José María Jiménez e Diego Godín, queridos amigos do 'pequeno príncipe'.

-Com ritmo sul-americano-

A França venceu Uruguai por 2 a 0 nas quartas-de-final da Copa do Mundo Rússia 2018, com gols de Varane e Griezmann, que incrivelmente não comemoraram sua anotação.

"Como eu disse antes, nos meus primeiros passos no mundo do futebol sempre tive um uruguaio que me ajudou, que me ensinou o bem e o mal desse esporte e da vida, então eu tenho muito respeito por eles", confessou a estrela 'azul'.

"Eu tenho muito respeito por eles, eu tinha amigos e colegas diante de mim. Por respeito eu não quis comemorar", acrescentou o francês.

Esse gesto foi uma clara demonstração de que não é uma simples admiração pelo Uruguai, mas vai além. E não pára por aí, porque seu amor pelos costumes sul-americanos ele transmite para seus companheiros de equipe, que dançam, cantam e comemoram gols com estilo de jogador latino.

Outra peculiaridade, além de beber mate e dançar como sul-americano, fica  nervoso e reclama com sotaque rioplatense um "vamos ...", "Eu penso em francês, mas quando fico bravo em espanhol, não sei por quê", declarou à "Le Parisien" o atacante.

São muitas as características que o caracterizam como o mais fiel admirador da GrandezaSul-Americana, que transcende continentes e, neste caso, despertando a admiração de um finalista da Copa do Mundo na Rússia.

 

 

 

 

 

 

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