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Ezequiel Barco, a jovem estrela que silenciou o Maracanã

Ezequiel Barco, a jovem estrela que silenciou o Maracanã

Suas pernas não tremeram. Ele parou na frente da bola e com classe de um veterano marcou o pênalti que silenciou o Maracanã. Com apenas 18 anos, Ezequiel Barco foi o herói do Independiente na conquista da CONMEBOL Sul-Americana 2017.

Antes de partir para a MLS dos Estados Unidos, Barco lembrará a cena milhões de vezes: um Maracanã cheio e eufórico. O Flamengo vencia por 1-0, com o gol de Lucas Paquetá. Uma falta de Cuéllar em Maximiliano Meza não fez duvidar em se posicionar no ponto de cobrança. Na sua frente, apenas o goleiro Cesar. O jovem astro não hesitou, chutou e anotou. Marcavam 29 minutos e Independiente empatava. Com o 2-1 da partida de ida, consagrou-se campeão.

"Eu fui para cobrar com muita confiança. E estou muito orgulhoso", declarou o "Turri", um sinal de que não será fácil intimidá-lo novamente.

Volante Ofensivo de apenas 1,67 metros de altura, Barco agigantou nesta Final. No mesmo minuto, ele marcou o pênalti, conquistou a Sul-Americana e classificou o Independiente para a CONMEBOL Libertadores 2018.

Foi sua revanche. Há seis meses, no torneio argentino, estava prestes a dar o passe para Independiente à CONMEBOL Libertadores 2017. Mas um bloqueio do goleiro Esteban Andrada, tirou a alegria do "Rojo" dando o passe para Lanús, que chegou à final.

"Estou muito emocionado. Nunca pensei em ser campeão com o Independiente. Não consigo acreditar, cresci junto ao clube", expressou com lágrimas depois do jogo no qual, além do pênalti que silenciou o "Mengão", jogou, correu, lançou e suportou os chutes brasileiros.

- De Rosario aos Estados Unidos-

Nascido em 29 de março de 1999 em Villa Gobernador Gálvez, como o internacional Ezequiel Lavezzi, Barco formou-se como jogador a 45 km dali, na cidade de Rosario, local de nascimento de Lionel Messi e muitas outras figuras internacionais do futebol argentino.

Ele chegou no Independiente em 2015 e, em junho de 2016, aos 17 anos, o então treinador Gabriel Milito levou-o para a Primeira Divisão, onde debutou oficialmente em 8 de agosto, em uma partida da Copa Sul-Americana 2016.

Pouco depois, no dia 10 de setembro daquele ano, ele marcou seu primeiro gol na Primera Divisão, contra Godoy Cruz pelo torneio argentino. 

Soma agora 57 atuações na categoria mais alta do 'Vermelho'.

Em abril, o Benfica de Portugal se interessou por ele, mas Independiente se recusou a vendê-lo, mas agora ele certamente irá aos Estados Unidos.

O treinador Ariel Holan, o grande criador da equipe, fez todo o possível para evitar que Barco emigrasse para um meio como os Estados Unidos porque acredita que pode triunfar sem problemas na Espanha ou na Itália.

"Eles são atletas humildes que muitas vezes precisam de conselhos ou restrições que às vezes por falta de ferramentas familiares não podem sugerir e então a ansiedade de querer resolver seu futuro econômico os faz perder ... Ele está para um futebol de alto nível por sua personalidade, porque deve-se fazer o que ele fez com 18 anos e neste estádio", afirmou depois da coroação na Sul-Americana.

Ao comemorar a Sul-Americana, seu futuro certamente estará em Atlanta United dos Estados Unidos, liderado pelo treinador argentino Gerardo Martino, que está disposto a pagar entre 12 e 16 milhões de dólares, de acordo com a imprensa de Buenos Aires.

A venda deve ser oficializada nas próximas horas, de acordo com o jornal esportivo Olé.

- Barco, o capitão -

Na Sul-América, 'Turri' jogou 12 partidas e marcou três gols.

Além do gol contra o Flamengo, marcou na partida de ida ante Deportes Iquique (4-2) em uma disputa da segunda fase, e anotou outro pênalti importante no resultado de 3-1 no duelo de volta contra o Libertad paraguaio, que havia vencido por 1-0 na ida.

"Alma de potreiro, personalidade de veterano, inocência juvenil, irreverente. Ezequiel Barco é a jóia que mais brilha no futebol local", elogiou o jornal Clarín.

Um favorito do treinador da seleção argentina Sub20, Sebastián Beccacece, escolheu-o para ser um dos 20 da seleção nacional durante a turnê de novembro pela Rússia, o que lhe permitiu estar com Messi, Angel Di María, Sergio Agüero entre outras estrelas do futebol mundial.

 

 

AFP