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Yoshimar Yotún: “Acreditar Sempre é poder ir de novo a um Mundial”


  • O jogador peruano falou sobre um período difícil que viveu durante sua infância e juventude, mas que conseguiu superar graças à sua força mental de Acreditar Sempre.

  • Revelou os objetivos que tem com a seleção de seu país, com a qual já disputou uma Copa do Mundo, e o desejo de voltar a jogar mais uma.


Yoshimar Yotún, atual capitão do Sporting Cristal e referência da seleção peruana, conversou de forma exclusiva com CONMEBOL.com para compartilhar suas ideias sobre o que significa: Acreditar Sempre, o futuro da seleção, o sonho de voltar a um Mundial e seu papel como jogador experiente da ‘Bicolor’.

Além disso, abriu as portas das memorias de sua infância, rememorando os momentos difíceis que passou separado de sua mãe, que forjou nele caráter batalhador ao longo de sua grande carreira no futebol.

Mundialista na Rússia 2018 e finalista da CONMEBOL Copa América 2019 com a Bicolor, muitas vezes campeão no Peru com o Sporting Cristal, na Suécia com o Malmö FF e no México com o Cruz Azul, com passagem pela liga do Brasil e dos Estados Unidos, Yotún leva 15 anos jogando o futebol profissional, dos quais 12 deles foram dedicados à seleção peruana.


– Para Yotún, o que significa Acreditar Sempre –

Todos esses anos, para Yoshimar, estiveram marcados em especial pela frase: Acreditar Sempre. Para ele, “Acreditar Sempre é poder ir outra vez a um Mundial”, além de um pensamento importante para transmitir aos jogadores mais jovens da seleção.

“No que diz respeito à mudança de geração na seleção, que vai acontecer, queremos que quem vier tenha esse lema, tenha essa responsabilidade de vestir as cores do seu país e Acreditar Sempre e participar de uma CONMEBOL Copa América e de uma Copa do Mundo. É um pouco do que nós que somos mais velhos tentamos passar para os mais novos”, expressou Yotún.

“Já vivemos isso e gostaríamos que agora, quando completamos um ciclo na seleção, e os mais jovens tenham assumido, possamos usufruir do que conquistamos durante toda esta carreira, ou o que tenhamos feito naquela geração que começamos na seleção”, comentou.

Para ‘Yoshi’, o futebol é uma parte importante do Acreditar Sempre, algo que não custa nada, “o preço é dar tudo de si em campo, é estar sempre pronto, estar mental e fisicamente bem”, disse o jogador. Além disso, ele considera que: “Acreditar Sempre é um lema muito bonito, que combina muito com nós, peruanos”.


– A difícil separação de sua mãe –

Nos últimos anos de sua infância, aos 14 anos, Yoshimar sofreu uma dolorosa separação de sua mãe, María Flores, que viajou para a Itália para trabalhar e proporcionar melhores condições de vida para ele e sua irmã. “Eu fazia tudo com minha mãe e fiquei praticamente sozinho, porque minha irmã já era maior de idade e estava com as coisas dela, enquanto meu pai trabalhava”, comentou Yotún sobre esta difícil etapa de sua vida.

Para Yoshimar, seu dia a dia era sair às sete da manhã para estudar. Depois da escola ia para o treino de futebol e chegava em casa à noite, fazendo todos os caminhos sozinho.

“Até então, eu ia e vinha dos treinamentos com minha mãe, mas agora tinha que me encontrar, estar atento ao ponto do ônibus, pagar minha passagem, etc. Então comecei a ver com meus próprios olhos e isso foi algo muito difícil para mim, o que talvez me tenha feito criar uma mentalidade vencedora hoje, mas, ainda existem coisas difíceis.” ,disse Yotún, que também acha que os momentos ruins devem ser levados como aprendizado, transformar o ruim em bom e aproveitar o que estiver passando.

Quando Yoshimar tinha 22 anos, María Flores voltou ao Peru para visitar sua família depois de 7 anos de partida, então ele, que já estava na primeira divisão há alguns anos, decidiu que era hora de apoiar sua mãe para que ela pudesse retornar ao seu país.

“Chegou o momento em que minha mãe teve que voltar para a Itália e percebi que ela tinha feito muito por mim, lutou muito para que eu pudesse ter um futuro melhor. Fiz quase todos as atividades junto com ela, pegamos ônibus atrás de ônibus para chegar no ponto de partida, passamos muitas horas juntos. Então eu, como filho, poderia dizer a ela que estava na hora dela vir, que eu já estava em uma situação muito melhor e poderia arcar com todas as suas despesas. Então, ela conversou com meu pai, acho que ele era o mais contente de todos pela decisão de minha mãe de voltar ao Peru. Estou ao lado dela até hoje.”, concluiu Yotún.

A história de Yotún é um exemplo claro de como a mentalidade influencia na carreira dos jogadores, superando situações adversas e momentos difíceis, forja os melhores. Além de Acreditar Sempre, nunca faz da desistência uma opção.



CONMEBOL.com

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