- Representantes das 10 Associações Membro apoiam as medidas tomadas perante a Justiça paraguaia no processo contra os dirigentes do Banco Atlas por lavagem de dinheiro.
- O Congresso aprovou um novo mandato para dar continuidade à querela e às medidas destinadas a recuperar o dinheiro do futebol sul-americano, desviado por meio de corrupção.
O Congresso da CONMEBOL, reunido em Quito a poucas semanas do início da Copa do Mundo, concedeu seu total apoio às medidas tomadas perante a Justiça paraguaia no caso FIFAgate. Da mesma forma, as 10 federações renovaram o mandato para dar continuidade à querela e a todas as ações necessárias para a recuperação do dinheiro, no âmbito do processo contra dirigentes do Banco Atlas do Paraguai, acusados de lavagem de dinheiro.
O Dr. Claudio Lovera, representante legal da CONMEBOL, fez uma exposição detalhada aos congressistas sobre as últimas novidades deste caso. Ele destacou que, pela primeira vez, o Ministério Público do Paraguai se pronunciou sobre o caso, identificando atividades concretas que resultaram em prejuízo patrimonial à CONMEBOL no valor de USD 44 milhões, entre os anos de 2000 e 2013.
Lovera explicou que, em um segundo pronunciamento, o Ministério Público paraguaio determinou a participação de um grupo de pessoas em atos que prejudicaram o patrimônio da CONMEBOL, o que permitiu a abertura de um processo criminal. Nesse sentido, a CONMEBOL, na qualidade de vítima, está movendo uma ação penal contra essas pessoas. O advogado afirmou que o surgimento de novas informações no âmbito da investigação criminal poderia eventualmente justificar a instauração de novas ações judiciais por parte da Confederação.
O Banco Atlas acordou com Nicolás Leoz — ex-presidente da CONMEBOL — a constituição de fundos fiduciários milionários, quando já havia contra o dirigente um mandado de prisão internacional para fins de extradição, emitido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O Banco Atlas agiu assim ignorando os procedimentos exigidos pela legislação vigente.
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