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Linda Caicedo, uma jovem estrela em ascensão

  • A jovem colombiana de 17 anos já disputou 249 minutos na CONMEBOL Copa América Feminina.
  • Caicedo é uma estrela emergente e este ano disputará sua primeira Copa do Mundo.

O sorriso, a leveza, a rebeldia de suas pernas, a bola que rola entre suas chuteiras e escuta todas as indicações de seus pés. Linda Caicedo joga e o verbo assume outra dimensão. Ela se diverte enquanto seus fãs a apreciam na equipe principal, mas também na seleção sub-17. O fato é que a craque colombiana acaba de fazer 17 anos em fevereiro. Depois da Copa América, terá pela frente nada menos que dois Mundiais juvenis, na Índia e na Costa Rica. Um talento sem idade.

Contra o Equador, ela acertou na rede o que havia gerado nos três jogos das anfitriãs nesta CONMEBOL Copa América Feminina 2022, na qual são as líderes do Grupo A com pontuação ideal. A Colômbia precisava dela e ela respondeu com um gol fundamental para as esperanças de sua equipe.

Caicedo jogou nada menos do que 249 minutos, sempre entrando ao campo de jogo no onze titular colombiano. Além de seu gol sobre a ‘Tri’, tem um índice de 83,6% passes completos e 15 dribles bem sucedidos, sendo líder junto com a boliviana Marilín Rojas.

Linda Lizeth Caicedo Alegría nasceu em Cali e ali começou a mostrar seus dotes com a bola aos cinco anos de idade. Não demorou muito para que a talentosa menina fosse descoberta pelo clube Real Juanchito de Villagorgona em Valle del Cauca. Começou jogando com meninos, uma paixão que não herdou de seus pais, Herlinda Alegría e Mauricio Caicedo, porque, como ela mesma conta-, nenhum deles jogou futebol, mas a apoiaram em seu sonho, que sempre foi claro.

A ‘vallecaucana’ passou do Deportivo Atlas CP e do Valle del Cauca direto para o futebol maior, fazendo sua estreia com a camisa do América de Cali, aos 14 anos de idade. Lá estava Catalina Usme, grande referência e agora novamente sua colega na seleção. Em sua estreia com as ‘escarlates’, marcou um gol sobre o Cortuluá. Na verdade, a palavra de três letras é muito pequena para ela, porque foi uma excelente definição, a primeira de muitas.

Naquele dia começaram a chamá-la de “Neymar”, por seus dribles, alegria no campo e gestos técnicos de qualidade. Foi a artilheira do torneio, com sete gols (um no jogo de ida da final) e o título. Após o sucesso de 2019, trocou de camisa e, agora no Deportivo Cali, tornou-se campeã mais uma vez em 2021. E realizou seu sonho de jogar em sua primeira CONMEBOL Copa Libertadores Feminina.

Este 2022 foi seu ano de brilhar com as cores da seleção cafeteira, uma camisa que lhe encaixa perfeitamente. Primeiro, faltando pouco para fazer 17 anos, foi fundamental para ajudar a Colômbia a se classificar para a Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA, que será realizada na Índia em outubro. Perdeu a CONMEBOL Feminina Sub-20 devido uma lesão, mas sua equipe conseguiu o boleto para o Mundial Feminino Sub-20 da FIFA, que será na Costa Rica em agosto e poderia tê-la novamente em suas fileiras.

A CONMEBOL Copa América Feminina, agora com a equipe absoluta, é um passo a mais em uma carreira meteórica que parece não ter limites. Seu frescor, seus movimentos harmoniosos, seu descaramento em levar a bola das adversárias com o dobro de sua idade, a confiança em enfrentar qualquer rival é sempre a mesma. «Para uma jogadora tão jovem que está em processo de aprendizagem, parece que ela é mais velha porque entende muito bem o jogo, pois sabe trabalhar em equipe, é um grande orgulho para nós que Linda Caicedo seja colombiana», disse Faustino Asprilla.

«Ela tem a mesma personalidade que eu, igual quando eu enfrentava e ia para a frente do gol, já tinha o gol na cabeça e não tinha medo de driblar, de fazer coisas ousadas, porque tem jogadoras que não sabem como fazer ou têm medo, ela está acima do bem e do mal», acrescentou ‘Tino’. Grandes palavras de uma estrela para uma jogadora que está a caminho de se tornar uma também.

Texto: Claudia Villapun

Edición CONMEBOL.com

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