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Congresso da FIFA aprova umas reformas históricas

A FIFA, reunida em congresso, adotou nesta sexta-feira por 179 votos contra 22, e 6 abstenções, um bloco de reformas para tentar restaurar a credibilidade da instituição.

A FIFA, reunida em congresso, adotou nesta sexta-feira por 179 votos contra 22, e 6 abstenções, um bloco de reformas para tentar restaurar a credibilidade da instituição.

Essas reformas apontam principalmente em melhorar o governo com uma limitação a 12 anos dos mandatos acumulados do presidente e um controle da integridade dos membros eleitos. Com elas se pretende também aumentar a transparência dos fluxos financeiros e das remunerações.

As propostas para as reformas foram elaboradas por uma comissão que contou como presidente com François Carrard, advogado de Lausana e ex-diretor geral do Comitê Olímpico Internacional (COI), que liderou uma missão similar quando o COI teve que enfrentar um importante escândalo de corrupção no princípio do sécuço.

Principais reformas aprovadas:

– Limitação a três mandatos de quatro anos, doze anos como máximo, para o presidente da FIFA e todos os outros altos responsáveis (membros do Conselho da FIFA de nova criação, da Comissão de Auditoria e Conformidade e dos órgãos jurisdicionais).

– Separação das funções políticas e de direção. Por uma parte, o Conselho da FIFA, que substitui o atual Comitê Executivo, estará encarregado de definir a estratégia da FIFA. Por outra parte, o secretário geral executará as decisões do Conselho. Tudo isso com o objetivo de evitar os conflitos de interesses.

– Eleição dos membros do Conselho da FIFA pelas federações depois de "controles de integridade reforçados" por parte de uma Comissão de Controle, igualmente criada para a ocasião. O número de membros do Conselho se elevará a 36 (por 24 do atual Comitê Executivo).

– Publicação dos salários do presidente da FIFA e de todos os demais altos responsáveis (membros do Conselho da FIFA, da Comissão de Auditoria e Conformidade e de órgãos jurisdicionais).

– Redução do número de comissões de 26 a 9, mas criação de uma comissão que reúne os colaboradores (representantes dos clubes, dos jogadores, das ligas, etcetera).

– Reforço da presença feminina nos órgãos de governo, com pelo menos uma mujer eleita no Conselho de cada confederação.

 

CONMEBOL.com

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