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Goleiras Katherine Tapia e Luciana conduzem seus times à grande final!

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América de Cali e Ferroviária jogarão neste domingo, 21 de março, na final da CONMEBOL Libertadores Feminina 2020 graças às ações de suas goleiras: Luciana e Katherine Tapia.

-Katherine Tapia, a ex-polícia de choque-

“Jogo futebol desde 8 anos de idade. Comecei como defesa central, logo cheguei a Bogotá, ao clube Gol Star, lá viram em mim as condições para ser goleira e depois entrei na Polícia, sem deixar a bola. Continuei com a seleção da Polícia, porém masculina, que me abriu um campo, e finalmente tive a oportunidade de jogar e estrear com o Atlético Nacional. Estive na equipe por três anos”, contou Tapia.

“No começo recebi apoio da instituição, mas depois eles mudaram o comandante e me deram uma escolha, me colocaram literalmente contra a espada e a parede, ao ponto de uma vez me capturarem porque eu estava fugindo do serviço para treinar. Então tomei uma decisão.  Não foi fácil. O futebol feminino ainda está em crescimento, mas sei o quanto posso dar, sei quanto talento eu tenho e optei pela bola”, explicou. 

Katherine, que fazia parte do Esquadrão Móvel de Choque (Esmad), trocou seu uniforme policial por um uniforme de goleira e brilhou nas semifinais ao defender dois pênaltis do Corinthians, atual campeão da CONMEBOL Libertadores Feminina. O primeiro veio de Gabi Nunes e o outro de Grazielle, que são as maiores artilheiras da competição com sete gols cada.

“Muitas vezes escoltei os jogadores no ônibus do Atlético Nacional e pensei que um dia poderia ser eu a escoltada. Eu sempre disse isso aos meus colegas da polícia e eles não acreditavam, até que tive a oportunidade de fazer a minha estreia com o Nacional e eles foram os primeiros a me dar os parabéns”, disse a heroína colombiana, que ainda sonha em fazer sua estreia na seleção.

“É um sonho que tenho pendente, não estou desesperada para fazer parte agora mas sei que vou conseguir realizar”, expressou. 

Tapia disse que sair da polícia “causou-lhe muitos problemas familiares” e que sua mãe esteve três meses sem falar com ela por esse motivo. “Agora ela é uma mãe orgulhosa e me apoia neste sonho”. O grande desempenho de Tapia nas semifinais a eleva ao mesmo nível de destaque que Catalina Usme, letal artilheira histórica da seleção da Colômbia, uma das melhores jogadoras desta CONMEBOL Libertadores.

-Luciana em busca da revanche-

Na quinta-feira, após um empate sem gols no tempo regulamentar de nove pênaltis ela defendeu três: o primeiro de Daniela Zamora, o segundo de Rebeca Sanchez e o terceiro e decisivo de Fernanda Ramírez, do Universidad de Chile e, assim, ela conseguiu conduzir sua equipe na busca do segundo título, após ser campeã na Colômbia 2015 e vice-campeã no Equador 2019.

Na fase de grupos, a equipe sofreu seis gols (quatro do Libertad-Limpeño, um do Peñarol e outro do Universidad de Chile), mas depois Luciana se tornou imbatível e o Ferroviária não recebeu gols do River Plate (vitória 1-0) nas quartas de final nem do Universidad de Chile (empate sem gols).

Nascida em Belo Horizonte em 1987, Luciana Maria Dionísio fez parte da seleção brasileira que disputou o Mundial do Canadá 2015 e venceu os Jogos Pan-Americanos de Toronto naquele mesmo ano.

Luciana começou sua carreira no futsal feminino quando criança. Ela era atacante, mas um dia o time ficou sem goleira e as jogadoras tinham que revezar para defender.

“Eu me saí muito bem, todos me elogiaram e decidi naquele dia que iria jogar no gol”, explicou.

Fã da ex-goleira brasileira Dida, ela foi a goleira titular da CONMEBOL Libertadores do Equador 2019, na qual sua equipe perdeu a final para o Corinthians por 2-0.

“Mesmo que seja vilã ou heroína, adoro ser goleira. Eu não trocaria essa posição por nada”, revelou.

Em 2019, contra o Corinthians, foi grande destaque impedindo uma goleada do rival.

Neste domingo, Luciana irá pela revanche.

 

 

EFE/CONMEBOL.com

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