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Jean Beausejour, orgulho haitiano da Roja

Indispensável na lateral esquerda do bicampeão da América e numa esplêndida maturidade esportiva, Jean Beausejour, de pai haitiano e mãe mapuche, é um membro orgulhoso da segunda linha chilena, esse grupo de notáveis futebolistas que acompanha as estrelas da ‘Geração Dourada’.

“Esta geração tem quatro superstars e Claudio (Bravo) é um deles”, elogiu seu goleiro após sua exibição nos pênaltis ante Portugal, com três defesas consecutivas que deram o passe à final da Confederações, no domingo ante Alemanha.

Beausejour se refere aos jogadores que marcam a pauta em cada uma das linhas; Bravo, o meia Gary Medel, o meia Arturo Vidal e o atacante Alexis Sánchez.

‘Bose’, como o canhoto é conhecido, forma parte de um grupo de jogadores, em que também están Gonzalo Jara, Mauricio Isla, Charles Aránguiz, Marcelo Díaz ou Eduardo Vargas, que acompanharam essas quatro estrelas e que voltarão a estar junto no domingo em São Petersburgo na formação que jogará por um terceiro título consecutivo, como já fizeram nas duas anteriores finais de Copa América (triunfos nos pênaltis ante a Argentina).

Desta vez, o desafio vai ser levar às vitrines do Chile o primeiro título intercontinental de sua história, um ano antes de voltar ao mesmo cenário, Rússia, para disputar o Mundial.

– ‘Olé, olé, olé; Bose, Bose!’ –

Beausejour é um dos jogadores mais carismáticos da equipe chilena, da qual é um dos ‘porta-vozes’ oficiosos ante a imprensa trás os jogos, posto que compartilha com Vidal.

“Olé, olé, olé, olé; Bose, Bose!”, cantou trás a classificação para a final parte da comunidade haitiana, reunida em Santiago, convertida em um dos suportes mais fiéis da Roja pela presença de seu compatriota.

Aos seus 33 anos, Beausejour soma 94 partidas com a seleção. Porém seu caminho não foi fácil. Debutou logo, em 2004 com 19 anos, mas não se assentou até a chegada em 2007 de Marcelo Bielsa, o homem que iniciou a mudança no futebol chileno.

Naquela época inicial do ‘Loco’ no banco se celebravam gestas como conquistar a primeira vitória em um Mundial em 48 anos, na África do Sul-2010 ante Honduras, com gol de Beausejour, um dos seis que conquistou como internacional.

Trás quatro treinadores argentinos (Bielsa, Claudio Borghi, Jorge Sampaoli e Pizzi) e duas edições consecutivas da Copa América, precisamente ante a Albiceleste, muito mudou as coisas na Roja.

– Doze clubes, seis países –

No caminho, Beausejour marcou um tanto no Mundial do Brasil-2014, convertendo-se no primeiro jogador chileno que o faz em duas edições consecutivas.

Também variou suas camisetas a nível de clubes. Até 12 vestiu desde que debutou em 2002 com a Universidad Católica.

Seu périplo se distingue pela variedade de países. Ademais do Chile jogou na Suíça, Brasil, Bélgica, México e Inglaterra.

Segundo as últimas informações, seu próximo destino poderia ser Argentina, onde Independiente de Avellaneda estaria interessado em reclutá-lo, confirmou sua diretiva.

Ademais, estremeceu o futebol chileno ao passar do Colo Colo ao seu arquirrival Universidad de Chile no ano passado, passando a ser o décimo jogador em vestir as cores dos três grandes times do país.

No  vibrante duelo ante Portugal, Beausejour se ocupou de todo o lado esquerdo. Sólido na circulação e capaz de desbordar rivais e centrar, como aquela bola que passou a Vidal, que rematou alto.

“Depois cada um, quando termine sua carreira, fará contagem regressiva das coisas que significaram para a história do país”, indicou Beausejour na quarta-feira sobre o legado da ‘Geração Dourada’.

 

 

 

AFP

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