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Jesurún e seu olhar otimista sobre o futuro do futebol colombiano

O presidente da Federação Colombiana de Futebol (FCF), Ramón Jesurún, deu uma entrevista ao jornal local El Espectador, onde deixou suas impressões sobre o futuro do futebol colombiano e expressou sua felicidade diante da grande possibilidade de conseguir uma nova Copa do Mundo para a seleção colombiana . “Vamos ao Mundial da Rússia”, afirmou.

O futebol na Colômbia é dirigido numa sede nova e moderna localizada ao norte de Bogotá. Lá, Ramón Jesurún e o Comitê Executivo da Federação de Futebol planejam o futuro no ramo profissional e amador, agremiados na Dimayor e na Difútbol. Além disso, hoje em dia o foco está na equipe da Colômbia, que vai disputar as duas finais da Eliminatória da Copa do Mundo de 2018 contra o Paraguai e o Peru.

-Como está passando os momentos prévios aos jogos contra Paraguai e Peru?

Com uma alta tensão. A eliminatória foi muito difícil, mas estou otimista.

– Como presidente e torcedor, que contas você faz?

Matematicamente, há boas chances de classificar, mas também muitas combinações, porque sete seleções têm opção. Eu espero que a partida contra o Paraguai nos dê a classificação. Caso contrário, temos uma boa equipe para lutar contra o Peru. Na Federação, pensamos de forma integral e temos a ideia de ganhar os dois jogos para ficar entre os oito primeiros do ranking da FIFA, o que nos permitiria ser o líder da série na Copa do Mundo, como no Brasil 2014.

– Esse é o compromisso com José Pékerman? Vocês falaram sobre isso?

O mais importante é classificar. Estar na Copa do Mundo é o maior prêmio. Se conseguíssemos arredondá-lo com os seis pontos, seria apoteótico. Cuadrado, James e Falcao, entre outros, chegam em um bom momento. Eles estão em um excelente nível de futebol, mas sua maior força é a parte mental, eles têm a obsessão de obter a classificação.

– Qual sua preocupação agora?

Nós vivemos o futebol de forma diferente do torcedor. Na Federação, trabalhamos em muitas frentes que não podem ser negligenciadas. O público somente está atento à seleção adulta, mas fazemos muitas coisas com as categorias menores, futsal e futebol feminino. Agora vamos à Copa do Mundo Sub 17 na Índia, que começa em 15 dias.

– Quanto vocês se modernizaram?

O crescimento da infraestrutura de futebol colombiano nos últimos 10 anos tem sido esmagador. Hoje temos a ideia de estabelecer uma sede esportiva de alto competência em Barranquilla. Estamos criando uma carreira de técnicos profissionais, continuaremos trabalhando no futebol feminino, seguiremos cooperando com a Associação de Jogadores para prepará-los após o retiro. Estamos muito envolvidos no assunto do competidor integral, que lideramos em todo o mundo. Na Federação existem muitos processos diferentes que as pessoas não conhecem.

– O que você acha de uma Copa do Mundo com 48 equipes?

É uma ideia que foi muito debatida e finalmente penso que foi acertada. Eles terão 48 equipes na Copa do Mundo, mas o esquema terminará em 32 equipes. Teremos 16 que serão eliminadas depois de um jogo. De qualquer forma, está dando a muitos outros países a oportunidade de dizer que estão em uma Copa do Mundo e é algo que pode ajudar a fortalecer o marketing. Tenha certeza de que o nível não vai cair.

-Como você vê o futebol profissional hoje?

Melhorou enormemente, mas a manutenção das equipes é custosa. São necessários grandes cifras para ter bons clubes e que funcionem. Cada vez se necessita mais dinheiro e o que se tem feito com os patrocinadores e com a televisão é buscar recursos.

– Você se sente impulsor desse processo?

Na Dimayor, muitas coisas foram alcançadas. Comigo ou com qualquer presidente que tivesse produzido isso. Nós consolidamos a televisão, que era ruim na época. Os resultados esportivos a nível internacional ajudaram.

– Quem foi o melhor jogador na história do futebol colombiano?

Eu sempre tento não ferir as sensibilidades, mas em todos as épocas há estrelas. Willington, el Pibe, Asprilla, Rincón, Higuita, James, Falcao, e já cometi o erro de deixar de fora cinco ou seis mais.

– Qual é o seu objetivo para a Copa do Mundo?

O primeiro é classificar. Devemos tentar ser melhores na Rússia do que fomos no Brasil.

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