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‘Maestro’ Tabárez e o processo da equipe rumo a Rússia 2018

A classificação “é muito importante para o nosso futebol e para o país”, declarou Oscar Tabárez após a partida de terça-feira, onde o Uruguai ficou em segundo lugar na eliminatória sul-americana para a Rússia-2018 com uma vitória de 4-2 sobre a Bolívia em Montevidéu, obtendo a passagem direta pela primeira vez desde 1990.

“Por causa da evolução que teve a equipe na eliminatória, pela forma que se adaptaram alguns jogadores jovens, acredito que temos uma imagem lisonjeira”, resumiu sobre o futuro de sua seleção.

Oscar Tabárez teve duas etapas à frente da equipe celeste. A primeira foi nos anos 90, e a atual e de maiores conquistas, que começou em 2006 e que o tem como DT com maior número de partidas liderando uma Seleção Nacional na história do futebol.

Professor (maestro em espanhol) de profissão, Tabárez tem 70 anos e comandou o que no Uruguai é conhecido como “processo” de mudança nas equipes nacionais uruguaias, ancorado em um novo complexo de treinamento e uma inter-relação entre as equipes juvenis e a Maior, o que gera uma continuidade natural.

Com esse sistema, ele levou o Uruguai para o quarto lugar na África do Sul 2010, com o impressionante jogo de Diego Forlán – melhor jogador do torneio -, a habilidade de Luis Suárez e a audácia do “Loco” Sebastián Abreu.

Agora, nas últimas etapas da eliminatória, o DT chamou alguns rostos muito jovens, um prelúdio de uma renovação geracional diante da Rússia 2018.

Federico Valverde (La Coruña, ESP) ganhou um lugar no meio do campo e Rodrigo Bentancur (Juventus, ITA) e Maximiliano Gómez (Celta de Vigo, ESP) o buscam, em uma equipe consolidada, sempre difícil na defesa comandada por Diego Godín (Atlético de Madrid, ESP), capitão celeste, e com o poder ofensivo de Suárez e Cavani.

O professor Oscar Tabárez e seus alunos alcançaram o que não conseguiram em 2002, 2010 e 2014: chegar sem repechaje a uma Copa do Mundo, onde um país inteiro comemora.

 

 

 

AFP

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