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Olimpia e 15 anos de sua conquista centenária

No ano 2002, o clube Olimpia do Paraguai produziu uma de suas maiores epopeias de sua ilustrada história internacional. Seis dias depois do seu centenário, honrou sua memória ganhadora obtendo a CONMEBOL LIBERTADORES, em uma das finais mais emocionantes da prestigiosa competição.

O ‘Decano’ do futebol paraguaio, como Olimpia é conhecido, celebrou no dia 25 de julho seus 100 anos de vida institucional e uma noite antes, a equipe paraguaia chegou a sua sexta final da LIBERTADORES, único conjunto sul-americano em alcançar uma final cada uma década desde a criação do certame.

Toda a festa foi realizada no estádio Defensores del Chaco, contra a equipe brasileira São Caetano, que pela primeira vez chegava a esta instância. A confiança era plena, a celebração que se preparava era grande, o ‘Rei de Copas’ do futebol guaraní estava a um passo de concretar seu terceiro título na CONMEBOL LIBERTADORES.

Porém, no futebol nada está escrito e o que ia ser uma festa virou um pesadelo, Aílton Delfino aos 61’ calou a arquibancada de um lotado Defensores del Chaco; Olimpia perdeu 0-1 essa noite prévia ao seu centenário e ia em desvantagem para a revanche no Estádio Pacaembú.

O ‘listrado’ viveu uma crise antes de sua viagem ao Brasil, que derivou até a saída de alguns dirigentes, tudo escureceu e parecia que a brilhante ocasião desaparecia. O resultado negativo do jogo de ida calou fundo no ânimo da equipe e virava um desafio dar a volta no placar.

-A mística e um marco na história-

Passaram 15 anos daquele memorável pênalti executado por Mauro Caballero, que significou a terceira LIBERTADORES, o complexo e duro caminho para chegar naquele momento ia dar seus frutos, graças a tenacidade dos jogadores paraguaios e a mística do seu presidente, Osvaldo Domínguez Dibb.

“A glória não tem preço e esta equipe merece este troféu por tudo pelo que lutou”, expressava Domínguez, hoje presidente honorífico do clube e técnico das três conquistas na LIBERTADORES.

Uma noite fresca apresentava-se no dia 31 de julho de 2002 na final de volta no estádio Pacaembú de São Paulo, Brasil. O marco era ideal e o jogo foi intenso de começo a fim.

Como era esperado, Olimpia saiu em busca do gol tranquilizador, peremptório para chegar ao objetivo; porém, com suas linhas no lado do ataque, o local bateu novamente mediante o mesmo protagonista, Aílton Delfino, que marcava aos 21’ para que o estádio exploda de felicidade e conseguisse um histórico título internacional.

A vara era mais alta para o conjunto paraguaio, precisava de dois gols para pelo menos igualar a série e chegar aos pênaltis, e com esse sombrio panorama foi ao descanso.

No segundo capítulo do jogo final, Olimpia jogou seus melhores 45 minutos do certame; Gastón Córdoba, foi o encarregado de levantar a moral aos 49’ com o 1-1, trás um remate cruzado de perna esquerda.

Era imensurável o esforço dos jogadores do Olimpia, que tiveram que aguantar os ataques dos brasileiros, que não puderam repetir sua imagem dos 135 minutos anteriores da série, onde foram superiores aos guaranis.

 -O encontro com glória-

Olimpia chegava na definição desde os 12 passos, trás superar pela mesma via, nas semifinais do torneio o Grêmio. Em tanto, São Caetano deixou pelo caminho o América do México, vencendo por 2-0 na ida e empatando 1-1 na volta, e sua recente fase foi contra Peñarol nas quartas de final.

Enciso e Orteman, tinham marcado para o Olimpia. Enquanto que, Adãozinho e Marcos Sena para os do azul. O desequilibrio ocorreu na terceira fase, quando Marlon Da Silva errou o gol e dava vantagem aos paraguaios.

Pela primeira vez em toda a final, a chance para conseguir o título era do Olimpia, nos pés do uruguaio Rodrigo López; que com remate colocado fez o 3-2.

Novamente, Serginho levantou seu tiro e botou todo o peso em Mauro Caballero, que ao concretar o pênalti deu o campeonato ao Olimpia. O goleador rematou forte sem duvidar para brindar ao conjunto guarani sua terceira LIBERTADORES, seis dias depois do seu centenário, um inesquecível ano para a equipe paraguaia que fechou com  final Intercontinental ante os galáticos do Real Madrid.

 

 

 

CONMEBOL.com

 

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