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O campo de futebol da CONMEBOL: um espaço para clubes e seleções
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Presidente Domínguez lança dura advertência aos inimigos da reforma 

Julho 25, 2017. Luque, Paraguai – No discurso de abertura da Oficina de Desenvolvimento para as Associações Membro, o senhor Alejandro Domínguez, Presidente da CONMEBOL, explicou a reforma e a abertura dos novos processos para comercializar os ativos da CONMEBOL e foi enfático em advertir que a adoção de processos profissionais e competitivos não têm volta atrás. 

“Estamos vivendo um novo tempo, enfocados em trabalhar pelo que realmente nasceu esta Instituição a cem anos atrás: o desenvolvimento do futebol. E agora estamos no processo mais importante. Abrimos uma licitação para selecionar uma agência que replaneje toda a comercialização dos direitos e produtos da CONMEBOL. Posterior a isto, virão processos de licitação dos ativos da CONMEBOL -direitos televisivos, audiovisuais, digitais e de mercadejo- que se farão de forma aberta e transparente.”, explicou o senhor Alejandro Domínguez. 

Na semana passada, a CONMEBOL publicou a invitação a participar no processo de licitação para contratar uma agência que preste serviços profissionais e especializados de consultoria para a comercialização, venda e pós-venda dos ativos comerciais das competições de clubes da CONMEBOL no período 2019-2022. Os detalhes do processo, que contará com o acompanhamento de uma firma auditora de nível mundial até seu encerramento em 22 de agosto de 2017, podem ser consultados aqui. 

Em seu discurso, o Presidente Domínguez também lançou uma dura advertência àqueles que vêm buscando frear as reformas na CONMEBOL e, particularmente, a decisão política de adotar novos processos profissionais e competitivos de comercialização. 

“Estes processos vão incomodar. Tem gente que não mudou, inimigos do futebol que vêm se movendo para que a CONMEBOL não se modernize, não se democratize e não seja transparente. Inimigos que não são vistos porque nunca dão a cara, sempre falam através de outros personagens e sempre difamam sem fundamento ou prova alguma. Diante destas reformas, estes inimigos vão exacerbar os ataques, desesperados por frear a abertura e defender as armadilhas da velha guarda”, advertiu Domínguez. 

“Digo isto a vocês porque é importante que escutem e repitam. Acabou. Aqui já não há lugar para armadilhas, não há lugar para os Burzacos, os Jinkins ou os Casales. Aqui vamos fazer as coisas de forma aberta e transparente, com processos competitivos baseados em méritos, e feitos por profissionais para otimizar as entradas do futebol sul-americano e assegurar que o dinheiro chegue ao desenvolvimento do futebol ao invés de ficar nas mãos de intermediários inescrupulosos como antes.”, acrescentou Domínguez. 

Finalmente, Domínguez ressaltou os grandes avanços em todas as frentes de sua agenda de reforma e advertiu que ainda resta muito trabalho para organizar a casa. 

“Nestes 18 meses a CONMEBOL vem se transformando com novos estatutos que abriram a participação e fortaleceram a democracia, que instalaram estritos controles e que obrigam a prestar contas. Somos a única Confederação em fazer uma investigação interna e auditoria forense da corrupção do passado, em compartilhar esses resultados com as autoridades e em acionar contra os responsáveis. Pela primeira vez, temos um orçamento e resultados públicos, compartilhados na página web e abertos ao escrutínio de todos. Estamos reinvestindo mais no esporte e trabalhando para que o dinheiro chegue onde deve chegar: ao desenvolvimento do futebol. Isto é o mais sensível que a CONMEBOL está fazendo e, como responsáveis de desenvolvimento, o futuro está em suas mãos.”

 

– Transcrição do discurso do Presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, hoje 25 de julho, em Assunção, durante o ato inaugural da Oficina de apresentação de Projetos das Associações Membro à Direção de Desenvolvimento da CONMEBOL.

“Há um ano, quando iniciamos este trabalho nos encontramos com uma organização que não tinha rumo, que estava desorganizada expressamente.

Porém, com a decisão política de todos os que conformam o Conselho da CONMEBOL, começamos a modificar essa organização.

Como viram, temos transformado a organização com um estatuto que contempla muitas novas participações, que garante a democracia dentro da instituição, que haja controles e que nos permitam  enfocar para o que realmente se buscava quando nasceu esta organização, a cem anos atrás.

Estamos vivendo um tempo novo. Estamos acostumando a fazer novamente que esta organização se enfoque e desenvolva o futebol na América do Sul. Quero dizer a vocês que o trabalho está muito longe ainda de terminar. Estamos nesse primeiro passo que é organizar…

Mas o futebol tem inimigos grandes, inimigos que não querem que hoje estejamos neste lugar, inimigos que vocês não conhecem as caras.

Contudo, esse inomigo se está movendo em função de que a CONMEBOL não progrida. Esse inimigo se move em função de que a CONMEBOL não se modernize, não se desenvolva, não se democratize. Que não se abra, que não se transparente, não seja controlada e que não preste contas.

Porque é justamente isso o que fez durante muito tempo muita gente rica, apesar de que acabaram com um final que todos conhecemos.

Há gente que não mudou e que continua rondando no mundo do futebol.

Há empresários que têm contratos com a CONMEBOL, mas que não cumprem com seus contratos com a CONMEBOL, mas contudo, se associam a outras Associações Membro.

Temos uma empresa como a GolTV , que tem contratos com a CONMEBOL de 10 milhões de dólares, mas que em seu segundo ano já não cumpriu com a CONMEBOL.

Nós somos uma instituição séria. Cumprimos e seguiremos cumprindo com contratos que inclusive não foram subscritos por nós. Mas, como instituição ou como representante, um assume com suas coisas boas e ruins. E um se faz responsável e trata de levá-los ao futuro que sonha.

Porém há inimigos do futebol, gente que não ama o futebol.

Agora estamos no processo mais importante e estes inimigos vão exacerbar seus ataques.

Porque estamos em um processo de ir a uma licitação para conseguir uma agência ou várias que vão levar adiante o replanejamento de todas as circunstâncias de comercialização dos nossos produtos.

Licitações que são feitas de forma aberta e transparente para as empresas que vão comercializar nossos produtos, os direitos televisivos, digitais.

Este é um processo que vai incomodar porque aqui já não há Burzacos. Aqui já não há Jinkins. Aqui já não haverá Casales. Aqui vamos fazer que as coisas sejam transparentes e que uma empresa séria possa comprar o produto e que esse dinheiro venha ao futebol, que não fique vinculado a nenhuma pessoa nem intermediários, nem gente inescrupulosa que como intermediária ganhava dinheiro com o futebol.

Hoje estamos distribuindo fundos que são e que têm que ser única e exclusivamente para o futebol. Estamos dando um impulso muito grande ao desenvolvimento do futebol.

Há menos de um mês e meio estávamos com o amigo Jesús Belardinelli, Diretor de Desenvolvimento da Federação Venezuelana de Futebol, desfrutando de nada mais e nada menos de uma final do Mundial Sub 20. E permitam-me dizer que, dentro de campo -claro que o gol faz a diferença- futebolisticamente, dentro de campo, o tempo todo, a Venezuela foi muito superior e a partida pelo terceiro e quarto postos foi disputada pelo Uruguai.

Agora uma avaliação deve ser feita. Na equipe da Inglaterra que jogava a final, 15 desses garotos já jogavam na Premier League.

Nós viemos com uma desvantagem em infraestrutura (com relação a Europa), no que é pensar e desenvolver o futebol e, ainda assim, com tudo isso, temos méritos esportivos. Viemos de uma Copa das Confederações onde, para mim, o Chile foi muito superior em campo.

O que quero dizer a vocês é que, à medida de que vamos enfocando no ponto para o que fez nascer esta Confederação, que não foi para o dinheiro, nem para que as pessoas se enriqueçam. É para que nós estejamos discutindo e vendo com vocês, para que gere e garanta maior quantidade de jogadoras e jogadores e árbitras e árbitros que nos representem e continuem representando de modo excelente.

Porém se continuarmos nestas condições chegando no final, eu quero acreditar que na medida que nós acompanhemos, vamos ter essas instâncias de finais, porém com o sonho de que esta volte a história, vamos reverter.

Desde os anos 90 em adiante temos menos quantidade de copas do mundo e menos mundiais de clubes. As diferenças foram aumentando a favor deles (Europa)

Eu não acho que tenham o melhor futebol, porque eles precisaram dos nossos jogadores, eles precisam de nós.

Esta organização ficou tempo sem trabalhar. É simples. Porém aqui mudou e para sempre. Já não há lugar para mentiras. Eu prefiro ir à minha casa que ficar de joelhos ante os trapaceiros.

E digo isto porque é importante que vocês escutem e repitam. Esta história acabou. A história que estamos escrevendo vai ser e acontecer, mesmo existindo os inimigos do futebol. Apesar dessas pessoas que estão fazendo campanha, que têm outras pessoas e falam através de outras pessoas, porque nunca mostram a cara, e sempre estão falando. Mas nunca mostram documentos.

Quero dizer que somos a única Confederação no mundo, incluída a FIFA, que fizemos uma investigação interna, que revelamos os resultados da investigação interna e que agimos contra os responsáveis do que ocorreu.

Vocês são parte desta nova CONMEBOL, somos a única Confederação do Mundo, junto com a FIFA, cujo orçamento está tão detalhado que qualquer um pode aceder na web para ver que esta CONMEBOL transfere todo dinheiro ao desenvolvimento do futebol.

Acreditem que temos e vocês, gerentes de Desenvolvimento, têm uma grande responsabilidade, que estou transferindo a vocês, e que não vou deixar de supervisioná-los, porque é o mais crucial, não o dinheiro, mas o que vão fazer com o dinheiro. Fundos que devem chegar ao desenvolvimento do futebol. Está em suas mãos que continuem saindo os jogadores e as jogadoras que forjaram a história do futebol sul-americano.

No futebol sul-americano, os que falharam foram os dirigentes, não os jogadores, não os técnicos, nem as torcidas, nem os árbitros. E estamos a tempo de nos recuperar.

Isto é o mais sensível que a CONMEBOL está fazendo, está em suas mãos o futuro e sustento da entidade. Isto não será fácil, porém não há retorno”.

 

CONMEBOL.com

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