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Técnica, amiga, companheira, professora. Camila leva o Ferroviária à sua terceira final da CONMEBOL Libertadores Feminina

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A Ferroviária estacionou sua locomotiva novamente na final da CONMEBOL Libertadores Feminina Argentina 2020. Campeã em 2015, vice em 2019, a equipe de Araraquara, cidade do interior de São Paulo, poderá aumentar sua galeria de troféus neste domingo, quando enfrentará o América de Cali, da Colômbia, às 19h45, no estádio José Amalfitani, em Buenos Aires.

O ticket para a decisão veio após a disputa de pênaltis contra a Universidade de Chile. Com três defesas da goleira Luciana, as Guerreiras Grená venceram por 7 a 6 e garantiram a passagem do Ferrinha para a disputa do título.

As jogadoras lutam em campo e encontram fora dele um exemplo e uma amiga para comandá-las. Lindsay Camila chegou ao time em janeiro de 2021, nunca havia disputado a CONMEBOL Libertadores Feminina e em sua primeira oportunidade já atingiu a final. Para suas ambições, o objetivo é claro e estar na decisão é mais um passo para atingi-lo.

“Essa é a minha primeira Libertadores. Não tive a chance vir como atleta. Estou tendo essa experiencia de vir como treinadora e para nós, é o ápice. Nós buscamos sempre disputar os melhores torneios”, diz Camila, que observa com as competições uma maior quantidade de referência para as atletas observarem. “Antes elas pegavam referências nos homens. Hoje, essas meninas estão tendo oportunidade de pegar referências em mulheres. Querem driblar como uma Aline Milene. Roubar a bola como uma Nicole. Defender como uma Luciane. Elas têm essas referências hoje”.

Mais que uma treinadora, Camila é amiga das jogadoras, o que faz diferença dentro e fora de campo. Para a zagueira Ana Alice, é um aprendizado diário, mas a intensidade da técnica move a equipe. 

“Ela é uma técnica que gosta de jogos bastante intensos e isso ajuda bastante a gente. Estamos nos entendendo. Ela é nossa amiga, além de técnica. Nós a ouvimos e ela ouve a gente, isso é importante, o diálogo diário entre atletas e treinador. Isso ajuda muito dentro e fora de campo. Ela vibra com a gente, não para o tempo todo. Nos dá força. A Camila está sempre ali nos incentivando. É o estilo dela e não vai mudar. Isso é bastante legal”, aponta a jogadora.

Como muitas jogadoras e treinadoras do futebol feminino, Camila precisou lutar demais para chegar aonde chegou. Para ela, a glória é do time, mas a comandante do Ferrinha sabe o que passou e quanto trabalhou até esta final.

“A glória também é minha porque estudei, me preparei e passei muitas noites chorando por aquilo que eu acreditava que não ia acontecer. A glória é minha porque estou preparada e me inspiro em mulheres e pessoas que não deixaram nenhum machismo ou preconceito como dificuldade para que elas não chegassem ao objetivo que é disputar a final do campeonato”, concluiu.

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